segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para Josefina

Sem dúvidas a primeira carta tinha que ser especial. E é pra você, vó! Em algumas linhas vou dizer algumas coisas que muito provavelmente você não sabe, e também não ficará sabendo tão cedo por causa da minha dificuldade em me expressar cara a cara. E também porque eu gosto da visão rebelde e totalmente não verdadeira que você tem de mim.

A verdade é que eu amo você mais do que qualquer outra pessoa no mundo, e isso me inclui. Tudo que faço de bom é com a intenção de te deixar orgulhosa de mim: faculdade, amigos, companhias, trabalho, comportamento...

Eu sei, eu sei... não sou capaz de demonstrar esse tipo de coisa. Sou fechada, nunca estou em casa, faço bagunça... Mas eu tenho algumas coisas boas pra compensar, e gosto de pensar que sou a que menos te deu trabalho – pelo menos por enquanto, né?

Não sei o que seria da minha vida se você não estivesse comigo em cada momento. Não sei que tipo de pessoa eu seria se você não tivesse me criado. E queria que você soubesse que eu sou grata, indescritivelmente grata por tudo.

Tenho certeza que posso perder qualquer coisa na minha vida que eu vou suportar. Você me fez forte. Também posso perder qualquer pessoa que um dia eu ficarei bem, menos você. A idéia de não ter você é o que mais me assusta no mundo todo. E por favor, para de falar que vai embora quando eu estiver com a vida estabilizada, porque eu não vou deixar. Isso me mataria.

Você é de longe a pessoa que eu mais admiro. Gostaria muito muito de saber toda a sua história. Saber de quem você gostou, como era seu trabalho, como seus irmãos te tratavam, como foi seu casamento, o que passou para criar sua família, seus micos, seus medos, suas ambições... Mas eu sou durona demais pra perguntar, e você muito introvertida pra responder.

Eu te amo.
Pra sempre.
Beijos.