Um vídeo do Steve Jobs me inspirou a escrever pela primeira vez de Curitiba. Ele disse que é importante ligar os pontos, mas não podemos fazer isto olhando para o futuro. Só dá para ligar alguns fatos olhando para trás.
Para mim é mais do que verdade. Muita coisa nos últimos anos me prepararam para o que estou vivendo agora. Pensa que é fácil evoluir de molecona criada com a avó para moça independente morando sozinha em outro estado, é?
Mudar para Pederneiras quando eu tinha 13 anos me preparou para entender que a vida acontece simultaneamente em todos os lugares e que posso encontrar pessoas legais em todos eles.
Depois, morar junto com meus tios e primos me fez ser mais paciente com os barulhos que as pessoas fazem no dia-a-dia (ou na noite-a-noite). E com isso, eu consigo dormir com muito barulho, música alta ou barulho proveniente de mesa de sinuca – o que me faz tirar de letra a pessoa de cima que toca guitarra, a pessoa da frente/lado que toca órgão e a pessoa do outro lado da rua que deixa o caminhão ligado das 6:00 às 6:15 da manhã alguns dias da semana. (Acho que menti um pouco. Odeio o cara do caminhão).
O Fernandinho, com todos os seus barulhos de coisa jogada no chão, gritos, risadas escandalosas, choros berrentos sem fim e passinhos pra lá e pra cá, só me faz dar risada quando escuto alguma das várias crianças do condomínio fazendo bagunça.
Finalmente, se minha querida vovozinha não tivesse passado quase um ano fora de casa, eu não teria aprendido a enfrentar a solidão.
Todos esses pontos, e talvez muitos outros que hoje eu não consigo perceber, me deixaram preparada para enfrentar essa nova etapa da minha vida. Bonito tudo isso, né? Nada acontece por acaso. Tudo destino, palavra que eu gravei em mim há alguns anos.